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  Declaração de Le Feyt: A paz no Iraque é uma opção




Rede Internacional Anti-Ocupação (IAON)

 

Os abaixo assinados, amigos do Iraque vindos da França, Bélgica, Reino Unido, Itália, Espanha, Portugal, Estados Unidos da América, Egipto, Suécia e Iraque, organizados na Rede Internacional Anti-Ocupação (International Anti-Ocupation Network, IAON) e reunidos em Le Feyt, França, de 25 a 27 de Agosto de 2008, adoptaram a seguinte posição e declaração que reflecte o empenho no verdadeiro fim da ocupação e numa duradoura e sustentável paz no Iraque.


A ocupação do Iraque pelos EUA é ilegal e não pode ser tornada legal. Tudo o que decorreu da ocupação é ilegal e ilegítimo e não pode adquirir legitimidade. Estes factos são incontroversos. Quais são as suas consequências?

A paz, a estabilidade e a democracia no Iraque são impossíveis debaixo de ocupação. A ocupação estrangeira opõe-se por natureza aos interesses do povo ocupado, como se prova pelos seis milhões de iraquianos deslocados, tanto dentro como fora do Iraque, pelo assassinato planeado de académicos e outros profissionais e a destruição da sua cultura, e pelos mais de um milhão de mortos.

A propaganda no Ocidente tenta tornar aceitável o absurdo de o invasor e o destruidor do Iraque poder desempenhar o papel de protector do Iraque. O interessado receio de um “vazio de segurança” – usado para perpetuar a ocupação – ignora o facto de o exército iraquiano nunca ter capitulado e formar a coluna vertebral da resistência armada iraquiana. Essa coluna vertebral está preocupada apenas com a defesa do povo iraquiano e da soberania iraquiana. Do mesmo modo, as previsões de guerra civil ignoram o facto de que a população iraquiana rejeita esmagadoramente, em número e em empenho, a ocupação e assim continuará a fazer.

No Iraque, o povo iraquiano resiste à ocupação por todos os meios, de acordo com a lei internacional [1]. Só a resistência popular pode ser reconhecida como expressão e como defesa da vontade e dos interesses do povo iraquiano. Até agora os EUA permanecem cegos a esta realidade, na esperança de que uma “ofensiva diplomática”, na sequência da ofensiva militar, estabilize o governo que impuseram ao Iraque. Independentemente de quem venha a ganhar a próxima eleição presidencial norte-americana, os EUA nunca conseguirão alcançar os seus objectivos imperiais e as forças que impõem ao Iraque estão em oposição com os interesses do povo iraquiano.

No Ocidente, há quem continue a justificar a negação da soberania popular com a chancela da “guerra ao terror”, criminalizando não apenas a resistência [2], mas também a assistência humanitária a um povo cercado. De acordo com o direito internacional a resistência iraquiana constitui um movimento de libertação nacional. O reconhecimento da resistência iraquiana é, portanto, um direito, não uma escolha [3]. A comunidade internacional tem o direito de recusar o reconhecimento do governo imposto ao Iraque pelos EUA e de reconhecer a resistência iraquiana.

É evidente que o Iraque não pode recuperar estabilidade duradoura, unidade e integridade territorial enquanto a sua soberania não estiver garantida. É igualmente evidente que a ocupação pelos EUA não pode ser inocentada tentando passar responsabilidades para os vizinhos do Iraque. Um pacto de não agressão, desenvolvimento e cooperação entre um Iraque libertado e os seus vizinhos imediatos é o meio óbvio de alcançar essa estabilidade [4]. Na posição geopolítica de charneira que ocupa, e considerados os seus recursos naturais, um Iraque libertado, pacífico e democrático é fulcral para o bem-estar e o desenvolvimento dos seus vizinhos. Todos os vizinhos do Iraque deveriam reconhecer que a estabilidade do Iraque  serve os seus próprios interesses e comprometer-se em não interferir nos seus assuntos internos.

Se a comunidade internacional e os EUA estão interessados na paz, na estabilidade e na democracia no Iraque deveriam reconhecer que só a resistência iraquiana – armada, civil e política – as pode alcançar ao assegurar os interesses do povo iraquiano. A primeira exigência da resistência iraquiana é a retirada incondicional de todas as forças estrangeiras que ocupam ilegalmente o Iraque – incluindo os agente privados – e a desmobilização de todas as forças armadas organizadas pelos ocupantes.

O movimento iraquiano contra a ocupação – em todas as suas expressões –, na medida em que defende o povo iraquiano, é a única força com poder para garantir a democracia no Iraque. Todo o leque deste movimento concorda que, depois da retirada dos EUA, um governo administrativo temporário deverá ser encarregado de duas tarefas: preparar as condições para eleições democráticas e reconstituir o exército nacional. Uma vez cumpridas estas tarefas, o governo administrativo seria dissolvido, deixando as decisões acerca de indemnizações, desenvolvimento e reconstrução para um governo soberano e livremente eleito num Estado de todos os cidadãos, sem discriminações religiosas, étnicas, confessionais ou de género.

Todas as leis, contratos, tratados e acordos firmados sob ocupação são inequivocamente nulos e vazios. De acordo com o direito internacional e com a vontade do povo iraquiano,  a total soberania sobre o petróleo iraquiano e sobre todos os recursos naturais, culturais e materiais permanece nas mãos do povo iraquiano, em todas as suas gerações, passadas, presentes e futuras. Todo o movimento iraquiano contra a ocupação concorda que o Iraque deverá vender o seu petróleo no mercado internacional a todos os Estados que não estejam em guerra com o Iraque e conforme as obrigações do Iraque como membro da OPEP.

A invasão de 2003 pelos EUA foi e continua a ser ilegal e o direito sobre a responsabilidade do Estado exige que os Estados recusem reconhecer as consequências dos actos estatais ilegais [5]. A responsabilidade dos Estados também inclui o dever de reparar. Devem ser pagas indemnizações por todos os Estados e actores não estatais que lucraram com a destruição e a pilhagem do Iraque.

O povo iraquiano anseia por uma paz duradoura. Na base das conclusões do Tribunal Mundial sobre o Iraque realizado em Istambul em 2005 [6], e reconhecendo o tremendo sofrimento do povo iraquiano agredido, os signatários desta declaração apoiam os supracitados princípios para a paz, a estabilidade e a democracia no Iraque.

A soberania do Iraque está nas mãos do seu povo resistente. A paz no Iraque é simples de atingir: incondicional retirada dos EUA e reconhecimento da resistência iraquiana que representa por definição a vontade do povo iraquiano.

Apelamos a todos os povos do mundo amantes da paz para apoiarem o povo iraquiano e a sua resistência. O futuro da paz, democracia e progresso no Iraque, na região e no mundo dependem disso.

 

Membros da Rede Internacional Anti-Ocupação [7]:

Abdul Ilah Albayaty, membro do Comité Executivo do BRussells Tribunal, www.brusselstribunal.org, França – Iraque

Hana Al Bayaty, coordenadora da Iniciativa Iraquiana Internacional para os Refugiados, www.3iii.org, França – Egipto

Dirk Adriaensens, membro do Comité Executivo do BRussells Tribunal, www.brusselstribunal.org, Bélgica

John Catalinotto, International Action Center, http://www.iacenter.org/, EUA

Ian Douglas, coordenador da Iniciativa Internacional para Processar o Genocídio dos EUA no Iraque, www.USgenocide.org, Reino Unido – Egipto

Max Fuller, autor the For Iraq, the Salvador Option Becomes Reality and Crying Wolf, deaths squads in Iraq - www.cryingwolf.deconstructingiraq.org.uk, Reino Unido

Paola Manduca, cientista, Comité Novas Armas, www.newweapons.org, Itália

Sigyn Meder, membro da Associação de Solidariedade com o Iraque em Estocolmo, www.iraksolidaritet.se, Suécia

Cristina Meneses, membro do Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque), www.tribunaliraque.info, Portugal

Mike Powers, membro da Associação de Solidariedade com o Iraque em Estocolmo, www.iraksolidaritet.se, Suécia

Manuel Raposo, membro do Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque), www.tribunaliraque.info, Portugal

Manuel Talens, escritor, membro de Cubadebate, Rebelión y Tlaxcala, Espanha

Paloma Valverde, membro da Campanha Espanhola contra a Ocupação e pela Soberania do Iraque (CEOSI), www.nodo50.org/iraq/, www.iraqsolidaridad.org, Espanha

27 de Agosto de 2008

Le Feyt, França

 

Notas

[1] O direito de autodeterminação, independência nacional, integridade territorial, unidade nacional e soberania sem interferência externa tem sido afirmado numerosas  vezes por diversos organismos da ONU, incluindo o Conselho de Segurança, a Assembleia Geral e a Comissão para os Direitos Humanos, pela Comissão do Direito Internacional e pelo Tribunal Internacional de Justiça. O princípio de autodeterminação estabelece que onde actos de violência tenham sido cometidos para suprimir este direito, a força pode ser usada para contrariar esses actos e alcançar a autodeterminação. A Comissão dos Direitos Humanos tem reafirmado repetidamente a legitimidade da luta contra a ocupação por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada (Resolução da CDH N.º 3 XXXV, de 21 de Fevereiro de 1979 e Resolução da CDH N.º 1989/19, de 6 de Março de 1989). Explicitamente, a Resolução 37/43 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adoptada em 3 de Dezembro de 1982 “Reafirma a legitimidade da lutas dos povos pela independência, integridade territorial, unidade nacional e libertação de dominação colonial e estrangeira e ocupação estrangeira por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada.” (Ver também as Resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas 1514, 3070, 3103, 3246, 3328, 3382, 3421, 3481, 31/91, 32/42 and 32/154). 

[2] O Artigo 1(4) do 1.º Protocolo Adicional das Convenções de Genebra, 1977, considera as lutas pela autodeterminação como situações de conflito armado internacional. A Declaração de Genebra sobre Terrorismo estabelece: “Como tem sido repetidamente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, os povos que lutam contra a dominação colonial e a ocupação estrangeira e contra regimes racistas no exercício do seu direito de autodeterminação têm o direito de usar a força para alcançar os seus objectivos no quadro do direito humanitário internacional. Tal legítimo uso da força não pode ser confundido com actos de terrorismo internacional.”

[3] Os movimentos de libertação nacional são reconhecidos como consequência do direito de autodeterminação. No exercício do seu direito de autodeterminação, os povos sob dominação colonial e estrangeira têm o direito de “lutar... e procurar e receber apoio, de acordo com os princípios da Carta” e em conformidade com a  Declaração sobre Princípios da Lei Internacional respeitantes às Relações de Amizade e Cooperação entre Estados. É nestes termos que o Artigo 7 da Definição de Agressão (Resolução da Assembleia Geral 3314 (XXIX) de 14 de Dezembro de 1974) reconhece a legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira. O reconhecimento pela ONU da legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira ou ocupação está de acordo com a proibição geral do uso da força consagrada na Carta da ONU na medida em que um Estado que subjuga pela força um povo a dominação colonial ou estrangeira está a cometer um acto ilegal como define o direito internacional, e o povo subjugado, no exercício do seu inerente direito de legítima defesa, pode lutar para defender e alcançar o seu direito de autodeterminação.

[4] A  Declaração sobre Princípios da Lei Internacional respeitantes às Relações de Amizade e Cooperação entre Estados (Resolução da assembleia Geral 2625 (XXV)) cita o princípio de que “Os Estados abster-se-ão nas suas relações internacionais da ameaça de uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outro procedimento contrário aos propósitos das Nações Unidas.” Individual e colectivamente, o Iraque e os seus vizinhos comprometer-se-iam a abster-se do uso da força ou da ameaça do uso da força, de facilitar o uso da força ou a ameaça do uso da força por outros actores, e abster-se-iam de qualquer forma de interferência nos assuntos de outros Estados. Individual e colectivamente, o Iraque e os seus vizinhos empenhar-se-iam igualmente na cooperação e desenvolvimento na base da negociação, arbitragem e vantagem recíproca.

[5] O Artigo 41(2) do  Projecto de  Artigos sobre a Responsabilidade do Estado da Comissão do Direito Internacional das Nações Unidas, que representa o Estado de direito internacional (adoptado pela Resolução da Assembleia Geral da ONU 56/83, de 28 de Janeiro de 2002, “Responsabilidade dos Estados por Actos Ilegais Internacionais”), impede os Estados de beneficiarem dos seus próprios actos ilegais: “Nenhum Estado reconhecerá como legal uma situação criada por uma séria quebra [de uma obrigação decorrente de uma norma peremptória do direito internacional geral]”; Secção III(e), Resolução da Assembleia Geral da ONU 36/103 de 14 de Dezembro de 1962, “Declaração sobre a Inadmissibilidade de Intervenção e Interferência nos Assuntos Internos dos Estados”.

[6] Declaração do Júri de Consciência, Tribunal Mundial sobre o Iraque, Istambul, 23-27 de Junho de 2005.

[7]  A Rede Internacional Anti-Ocupação é uma coligação de grupos em solidariedade com o povo iraquiano e com a soberania iraquiana e contra a ocupação do Iraque conduzida pelos EUA. Foi estabelecida em Abril de 2006, em Madrid, no Seminário Internacional sobre o Assassinato de Académicos e Profissionais de Saúde Iraquianos, cuja resolução final pode ser lida  aqui.

 

Divulgue amplamente esta declaração, por favor

Para apoios individuais ou de organizações, contacte:

   

http://www.tlaxcala.es/detail_campagne.asp?lg=po&ref_campagne=5

 

*     *     *

 

Personalidades internacionais que se unem a nós no nosso compromisso para com o fim sem paliativos da ocupação e para com uma paz duradoura e sustentável no Iraque

Ramsey Clark, Former U.S. Attorney General, international human rights activist, founder of the International Action Center - USA

Cynthia McKinney, Green Party US Presidential Candidate, www.runcynthiarun.org - USA

Denis Halliday, Former UN Assistant Secretary General & United Nations Humanitarian Coordinator for Iraq 1997-98 - Ireland

François Houtart, Director of the Tricontinental Center (Cetri), spiritual father and member of the International Committee of the World Social Forum of Porto Alegre, Executive Secretary of the Alternative World Forum, President of the International League for rights and liberation of people and president of the BRussells Tribunal - Belgium

Socorro Gomes, Chairwoman of WPC - World Peace Council and of Cebrapaz - Brazilian Center of Solidarity with Peoples and Struggle for Peace

José Francisco Gallardo Rodríguez, General Major and PhD. in Public Administration - Mexico

Manik Mukherjee, Deputy, International Affairs, Socialist Unity Center of India, General Secretary, International Anti-imperialist and People's Solidarity Coordinating Committee - India

Eduardo Galeano, Essayist, journalist, historian, and activist - Uruguay

Harold Pinter, Author, Nobel Prize in Literature 2005 - UK

James Petras, Author - USA

Jan Myrdal, Author - Sweden

Michael Parenti, Author - USA

Peter Curman, Author - Sweden

Rosa Regàs, Author - Spain

Santiago Alba Rico, Author, philosopher, member of www.rebelion.org, Spain – Tunisia

William Blum, Author, USA

Issam Chalabi, Former Iraqi Oil Minister, Iraq/Jordan

Dr. Omar Al Kubaisy, Senior iraqi cardiologist, anti occupation politician and activist on iraq health & medical situation

Dr. Saeed H. Hasan, Former Iraqi Permanent Representative to the United Nations - Iraq

Dr. Saadallah Al-Fathi, Former head of the Energy Studies Department at OPEC - Iraq

Salah Omar Al Ali, Ex iraqi minister/ex Iraq's ambassador to UN

Faruq Ziada, Former Iraqi Ambassador

Majid Al Samarai, Former Iraqi ambassador

Wajdi A. Mardan. Writer and Iraqi Diplomat

Naji Haraj, former Iraqi diplomat, human rights activist

Hassan T. Walli Aydinli, President of the Committee for the Defence of the Iraqi Turkmens’ Rights – Belgium-Iraq

Sabah Al-Mukhtar, President of the Arab Lawyers Association - Iraq / UK

Mohammed Younis Alobaidi, Oil Expert, Petroleum Consultancy Group (PCG) Board Member

Prof. Dr. Zuhair Al Sharook, Former President of Mosul University, Iraq

Dr. Abdul Razaq M. Al Dulaimi, Dean of college of communication in Baghdad before the invasion

Mohammed Aref, Science writer - Iraq / UK

Muhamad Tareq Al-Deraji, Director of Monitoring net of human rights in Iraq - President of CCERF - Fallujah

Dr. Mousa Al-Hussaini, Iraqi Writer

Buthaina al Nasiri, Author and activist, iraq-egypt

Dr. Souad Naji Al-Azzawi, Asst. Prof. Env. Eng. - University of Baghdad - Iraq

Mundher Al-Adhami, Research Fellow at Kings College London - Iraq / UK

Nermeen Al-Mufti, Former co-director of Occupation Watch - Journalist - Iraq

Salam Musafir, Iraqi author and journalist based in Russia

Wafaa' Al-Natheema, Independent journalist, activist, founder of the Institute of Near Eastern & African Studies (INEAS), filmmaker, author of "Untamed Nostalgia - Wild Poems," http://zennobia.blogspot.com

Hisham Bustani, Writer and Activist, Secretary - Socialist Thought Forum, Jordan

Nada Kassass, Activist, Egypt

Dr Sahera Al Abta, Academic,Doctor in biology,Faculty of Sience,Iraq/Amman

Sabah Al-Khozai, Academic & Politician

Dr. Mahmoud Khalid Almsafir, Ass. Prof. International Economics, Kuala Lumpur, Malaysia

Ghali Hassan, Independent writer living in Syndey, Australia

Yasar Mohammed Salman Hasan, Computer science and business management - UK

Abdul Wahab Hamid Rashid, Iraq/Sweden

Asma Darwish Al-Haidari, Economist and Activist – Amman

Dr. Curtis F.J. Doebbler, International Human Rights Lawyer - USA

Karen Parker, Attorney, Association of Humanitarian Lawyers, partners of the BRussells Tribunal - USA

Niloufer Bhagwat, Vice President of Indian Lawyers Association - Mumbai / India

Amy Bartholomew, Law professor - Canada

Jennifer Van Bergen, Journalist, author writing about civil liberties, human rights and international law, law lecturer at the Anglo-American University in Prague

Ana Esther Ceceña, Researcher/professor in geopolitics, National Autonomous University of México, Director of the Geopolitics Latinamerican Observatory – Mexico

Ángel Guerra Cabrera, Journalist and professor - Cuba

April Hurley, MD, Iraq Peace Team, Baghdad 2003 – California, USA

Azildin Bin Hussain Al Qutamil, Arab Avant Guard-blog - Tunis

Dr. Bert De Belder, Coordinator Intal  & Medical Aid For The Third World - Belgium

Carlos Fazio, Journalist and academic - Mexico

Carlos Taibo, Professor of Political Sciences, Madrid Autonomous University - Spain

Carmen Bohorquez, Philosopher, Coordinator of the network of networks In Defense of Humanity – Venezuela

Dr. Chandra Muzaffar, President of JUST International - Malaysia

Claudio Moffa, Professor of History - Italy

Corinne Kumar, Secretary General of El Taller International - Tunesia / India

Dahr Jamail, Independent journalist, author: Beyond the Green Zone: Dispatches from an Unembedded Journalist in Occupied Iraq - USA

David Miller, Professor of Sociology at Strathclyde University, co-founder of Spinwatch - UK

Dirk Tuypens, Actor - Belgium

Elias Davidsson, Composer, international law scholar and activist for 9/11 truth – Germany

Eric Goeman, Coordinator ATTAC - Belgium

Fausto Giudice, Writer, translator, activist, member of Tlaxcala – Italy/France

Felicity Arbuthnot, Journalist - UK

Frank Vercruyssen, Actor, TG Stan - Belgium

Frantz Mendes, President United Steel Workers Local 8751 - USA

Dr. Gideon Polya, Scientist, author of Body Count. Global avoidable mortality since 1950 - http://mwcnews.net/Gideon-Polya, Australia

Gie van den Berghe, Professor University of Ghent - Belgium

Gilad Atzmon, Musician, writer, pro-Palestinian activist – UK

Gilberto López y Rivas, Anthropologist - Mexico

Prof. Hedvig Ekerwald, Dept of Sociology, Uppsala University - Sweden

Prof. Em. Herman De Ley, Em. Prof. Ghent University, Ex-director of Centre for Islam in Europe - Belgium

Isaac Rosa, Writer - Spain

James E. Jennings, PH.D., President, Conscience International, Inc., a humanitarian aid and human rights organization working primarily in the Middle East; and Executive Director, US Academics for Peace, a group of university professors dedicated to dialogue among civilizations - USA

Jean Pestieau,  Professor Emeritus, Catholic Univercity of Louvain (UCL), Belgium

Joachim Guilliard, Journalist, Anti-war movement - Germany

John Saxe-Fernández, Professor of political science, National Autonomous University - México

Jos Hennes, Publisher EPO - Edition House - Belgium

José Reinaldo Carvalho, Journalist, politologue, Relations Internationales, Cebrapaz -  Centre Brésilien Pour la Solidarité avec les Peuples et la Lutte pour la Paix - Brazil

Kris Smet, Former Journalist - Belgium

Larry Holmes, Troops Out Now Coalition - USA

LeiLani Dowell, Fight Imperialism, Stand Together - USA

Prof. Dr. Lieven De Cauter, Philosopher, K.U. Leuven / Rits, initiator of the BRussells Tribunal - Belgium

Lolo Rico, Screenwriter - Spain

Ludo De Brabander, Vrede, Peace Organisation - Belgium

Luz Gómez García, Lecturer. Universidad Autonoma de Madrid - Spain

Manlio Dinucci, Journalist Il Manifesto - Italy

Marc Vandepitte, Philosopher - Belgium

Maria McGavigan, Institute for Marxist Studies, Brussels

Dr Mario Novelli, Lecturer in International Development, University of Amsterdam, Netherlands

Maruja Torres, Writer and journalist - Spain

Mary Rizzo, Writer, translator, pro-Palestinian activist, member of Tlaxcala - USA/Italy

Mathias Cederholm, Historian University of Lund, member in the Iraq Committe in Malmö, Sweden

Merry Fitzgerald, Europe-Turkmens of Iraq Friendships – Belgium     http://www.turkmenfriendship.blogspot.com/

Michel Chossudovsky, Economics professor and director, Centre for Research on Globalization (CRG) - Canada

Michel Collon, Author, journalist - Belgium

Miguel Álvarez Gándara, member of SERAPAZ, http://www.serapaz.org.mx/ - Mexico

Dr. Nayar López Castellanos, National Autonomous University of México – Mexico

Pascual Serrano, Journalist, member of www.rebelion.org - Spain

Paul Vanden Bavière, Former journalist De Standaard, publicist and editor of webzine Uitpers - Belgium

Pedro Monzón, Professor, Coordinator of the Cuban Chapter In Defense of Humanity - Cuba

Dr. Pol De Vos, Public Health Researcher - Peace movement, Belgium

René Naba, Journalist, writer - France

Robin Eastman-Abaya, Physician and human rights activist - USA

Prof. Rudi Laermans, Sociologist, Catholic University of Leuven - Belgium

Sara Flounders, Co-director of the International Action Center

Sarah Meyer, Independent researcher living in Sussex - UK

Saul Landau, Scholar, author, commentator, and filmmaker on foreign and domestic policy issues, fellow of the Institute for Policy Studies – USA.

Sköld Peter Matthis, Ophthalmologist - Sweden

Stephan Galon, ABVV Trade-Union Secretary / Permanent Syndical Centrale Générale FGTB - Belgium

Stéphane Lathion, Swiss scholar (Fribourg University) - President of the GRIS (Research Group on Islam in Switzerland).

Stephen Eric Bronner, Professor of political science, Rutgers University - USA

Stevan Kirschbaum, Chair Grievance Committee United Steel Workers 8751 - USA

Steve Gillis, Vice President, United Steel Workers Local 8751 - USA

Teresa Gutierrez, May 1st Coalition for Immigrant and Worker Rights Co-Coordinator and Deputy Secretary General International Migrant Alliance (organizations for ID only) - USA

Dr. Thomas M. Fasy, MD PhD, Clinical Associate Professor, Mount Sinai School of Medicine – USA

Víctor Flores Olea, Writer and political scientist - Mexico

 

Organizações assinantes

All India Anti-imperialist Forum - India

BRussells Tribunal - Belgium

CEOSI - Spain

Conscience International - USA

El Taller International - Tunesia

INTAL - Belgium

International Action Center - USA

International Anti-imperialist and People's Solidarity Coordinating Committee

The Iraq Solidarity Association in Stockholm (IrakSolidaritet) - Sweden

Medical Aid For The Third World - Belgium

Muslim Peacemaker Teams - Iraq

Palestine Think Tank (Free Minds for a Free Palestine)

Tlaxcala, The Translators' (Global) Network for Linguistic Diversity

US Academics for Peace - USA

World Courts of Women

 

Animamos o movimento internacional pela paz, à sociedade civil e aos politicos a que sigam o seu exemplo



Campanha iniciada em 19/09/2008


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