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20/10/2017
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Gaza: genocídio à vista


AUTOR:   LA JORNADA

Traduzido por  Alexandre Leite


Depois de uma série de bombardeamentos aéreos que causaram dezenas de mortos e feridos entre a população civil de Gaza, o regime israelense ordenou o bloqueio total a esse território palestiniano, o que impediu a entrega da mais essencial ajuda humanitária durante vários dias. A medida impediu também a entrega do combustível necessário para fazer funcionar as centrais termoeléctricas da Faixa, o que provocou um corte de energia em toda a zona. A situação é particularmente crítica nos hospitais, onde se encontram internados numerosos feridos dos ataques aéreos da semana passada. As organizações humanitárias advertiram que o bloqueio israelense traz novos graus de horror à catástrofe humanitária que já se vive em Gaza, e os relatos da imprensa procedentes do local indicam que se estão a esgotar os medicamentos, os víveres, as velas nas lojas, panos para amortalhar, e até cimento necessário para construir as sepulturas.

Esta impiedosa ofensiva contra um povo praticamente indefeso, bem como os castigos colectivos – proibidos pelas leis internacionais e pelo respeito humanitário mais básico – que Tel Aviv impõe contra os habitantes de Gaza, colocam a descoberto a completa falsidade dos discursos nos quais o mandatário norte-americano, George W. Bush, que visitou Israel há uns dias, se manifestou a favor da paz e da cooperação entre israelenses e palestinianos. De facto, não é fácil imaginar que o desígnio de aniquilação física dos segundos, no qual se empregam aviões, tanques e projécteis fornecidos ao estado hebreu por Washington, possa ter como resultado um diálogo pacificador para a zona. Sendo assim, até os funcionários da Al Fatal que exercem o controlo na Cisjordânia, repudiados cada vez mais pelos próprios palestinianos e considerados por amplos sectores como títeres dos Estados Unidos e de Israel, manifestaram o seu repúdio pelas acções genocidas de Tel Aviv na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, o grupo fundamentalista que ganhou as últimas eleições legislativas realizadas nos martirizados territórios autónomos.

   



emad hajjaj, as armas de gaza, 22-01-2008

O governo de Ehud Olmert pretende usar os recentes ataques palestinianos contra objectivos civis israelenses – sem dúvida condenáveis e inadmissíveis – como justificação para os bombardeamentos e o cerco a Gaza, o que torna evidente a desproporção entre a acção de grupos armados terroristas e um estado que recorre a práticas que são qualificadas pelas normativas internacionais como crimes de guerra, cometidos contra o conjunto de uma população devastada, saqueada, sitiada e despojada, até do seu legítimo direito a eleger os seus representantes em eleições democráticas.

Na Palestina – como no Iraque – o suposto combate ao terrorismo desemboca com frequência em actos genocidas, para cúmulo apresentados à opinião pública internacional como medidas de pacificação. Isso acontece à vista de todo o mundo, com a complacência dos governos supostamente civilizados e democráticos dos Estados Unidos e Europa ocidental, e perante a manifesta incapacidade dos máximos organismos internacionais. O drama que se abate sobre os palestinianos é um retrocesso civilizacional que degrada todos os integrantes da comunidade internacional, a qual prometeu a si mesma, há seis décadas, impedir que se repetisse o extermínio de um povo.


Fonte: La Jornada, editorial

Artigo original publicado a  21 de Janeiro de 2008

Sobre o autor
Este artigo é para português de Bandeira do Portugal

Alexandre Leite é editor de  http://investigandoonovoimperialismo.blogs.sapo.pt  e membro de
Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.

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TERRA DE CANAÃ: 22/01/2008

 
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