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13/12/2017
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Tutu pede o fim do bloqueio de Gaza


AUTOR:  Rory McCARTHY

Traduzido por  Sylvia Bojunga


   

Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images

Desmond Tutu, o sul-africano laureado com o Prêmio Nobel, pediu o fim do “abominável” bloqueio israelense de Gaza ontem e condenou a “cultura da impunidade” em ambos os lados do conflito.

Tutu esteve em Gaza para uma missão de três dias, enviado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para investigar as mortes de 18 palestinos de uma mesma família, que foram mortos por uma onda de artilharia israelense em Beit Hanoun, em novembro de 2006. Tutu afirmou que estava em “estado de choque” depois de ver Gaza e obter relatos detalhados de testemunhas que sobreviveram ao incidente.

“Vimos um lugar abandonado, deserto, desolado e soturno”, disse. “A situação como um todo é abominável. Acreditamos que os cidadãos comuns de Israel não apoiariam esse bloqueio, esse cerco, se eles soubessem o que realmente significa para pessoas comuns como eles próprios”. A comunidade internacional também falhou, acrescentou, por seu “silêncio e cumplicidade”.

Tutu afirmou que ele e sua equipe desejavam viajar também a Israel, para ouvir o relato dos israelenses sobre o que aconteceu e para visitar a cidade de Sderot, que é alvo freqüente de ataques de foguetes dos militantes de Gaza. No entanto, nos últimos 18 meses desde as mortes em Beit Hanoun, Israel não forneceu um visto a Tutu. Ele chegou a Gaza nesta semana por meio de uma inusitada travessia desde o Egito.

O arcebispo militante do anti-apartheid disse que a paz entre Israel e os Palestinos só poderá ser alcançada com a responsabilização por incidentes como o de Beit Hanoun, e com o diálogo entre as partes em conflito.

“Não pode haver justiça, nem paz, nem estabilidade, nem para Israel, nem para os Palestinos, sem a responsabilização por violações aos direitos humanos”, declarou. “Israel admitiu que cometeu um erro mas isso está muito longe da responsabilização e da devida reparação para as vítimas e suas famílias.”

Militares israelenses afirmaram que o ataque a Beit Hanoun foi errado e resultou de uma “rara e grave falha do sistema de controle da artilharia”, que gerou “medidas de alcance incorretas”. Disseram que nenhuma ação legal seria tomada contra qualquer oficial.

Entretanto, não está claro porque a artilharia estava apontada tão próxima ao distrito residencial de Beit Hanoun, nem porque os projéteis continuaram a ser disparados depois que o primeiro atingiu aquela casa. Pelo menos seis projéteis foram disparados no espaço de poucos minutos naquela manhã, embora algumas testemunhas tenham informado ao grupo de Tutu que cerca de 15 deles foram disparados.

Christine Chinkin, professora de direito internacional na London School of Economics, que viajou com a equipe de Tutu, contou que, em sua avaliação preliminar, considerou o incidente como uma violação da legislação internacional.

“Atacar de uma forma que não distingue civis de combatentes é claramente uma violação da lei internacional humanitária”, ela afirmou. “Eu não creio que a idéia de um erro técnico retire a responsabilidade inicial pela ação de ataque em um local onde as vítimas civis são claramente visíveis... é preciso prever isso quando a margem é tão pequena que qualquer erro tem o potencial de causar vítimas entre os civis.”

Tutu encontrou-se com o ex-primeiro-ministro palestino Ismail Haniyeh na terça-feira e disse-lhe que, mesmo se opondo à ocupação israelense, condena os ataques dos militantes em Gaza. Tutu afirmou que deveria haver mais diálogo com o Hamas.

“A verdadeira segurança e a paz não virão do cano de uma arma”, disse. “Virão por meio da negociação; não uma negociação com seus amigos, a paz somente pode ser alcançada quando os inimigos sentam juntos e conversam. Assim ocorreu na África do Sul. Mais recentemente ocorreu na Irlanda do Norte. E acontecerá aqui também.”


Fonte: The Guardian

Artigo original publicado em 30 de maio de 2008 

Tradução redigida em português do

Sobre o autor

Sylvia Bojunga é editora de ViaPolítica e amiga de de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.

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TERRA DE CANAÃ: 10/06/2008

 
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