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19/10/2017
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Governo dos Estados Unidos proíbe visita de Fernando Báez para apresentação de seu livro História universal da destruição dos livros


AUTOR:   ABN

Traduzido por  Omar L. de Barros Filho


Caracas, 24 Set. ABN.- O diretor geral da Biblioteca Nacional, Fernando Báez, denunciou a negativa oficial do governo dos Estados Unidos de permitir sua visita a este país, com a finalidade de apresentar sua obra La Historia Universal de la Destrucción de los Libros, cuja primeira edição em inglês foi publicada há duas semanas em Nova York pela editora Atlas&Co.

Báez assinalou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos mantém um duplo discurso, ao condenar outros países por supostas violações dos direitos humanos, enquanto que, ao mesmo tempo, censura a obra de alguns escritores não favoráveis aos interesses da administração de George W. Bush.

Neste sentido, observou que fontes da editora Atlas&Co. informaram sobre algumas intimidações dirigidas à companhia por parte de autoridades americanas que, pela via dos impostos ou outros mecanismos, ameaçam-na com punições por divulgar a obra.

Ele indicou, igualmente, que estas pressões também se estenderam a algumas redes de livrarias para impedir a circulação da obra no mercado norte-americano. Báez ressaltou a solidariedade recebida por parte de bibliotecários norte-americanos que, através do correio eletrônico, manifestaram seu apoio e disposição em buscar alternativas que permitam evitar os obstáculos colocados pelo Executivo estado-unidense.

O escritor, além disso, manifestou sua disposição de recorrer às instâncias internacionais de direitos humanos com o objetivo de denunciar a situação irregular.

La Historia Universal de la Destrucción de los Libros foi traduzida a 13 idiomas desde sua publicação original em 2004. Foi alvo de elogios por parte de personalidades do porte de Alberto Manguel, Noam Chomsky e Umberto Eco, entre outras. Por sua atualidade resulta de particular interesse o capítulo dedicado ao bibliocausto ocorrido no Iraque, durante a invasão ordenada pelo presidente Bush.

A obra publicada por Atlas&Co. é uma edição ampliada, com uma tiragem de 100 mil exemplares, modesta para as dimensões do mercado dos Estados Unidos. Contém, no final, uma mensagem de Báez para os leitores norte-americanos, a quem exorta a superar a dicotomia entre os 'bons' e 'maus' no momento de abordar o estudo das relações internacionais.

A versão em inglês foi realizada por Alfred Mac Adam, catedrático usamericano de literatura latino-americana e renomado tradutor das obras de Alejo Carpentier, Reinaldo Arenas, Carlos Fuentes, Mario Vargas Llosa e José Donoso, além de outros grandes escritores. Mac Adam é conhecido por trabalhar apenas com obras de sua predileção.

 

   

História universal da destruição dos livros:
das tábuas sumérias à guerra do Iraque
Fernando Báez; tradução de Léo Schlafman
Rio de Janeiro: Ediouro, 2006

Resenha de Jerônimo Teixeira na Revista Veja: Assassinato da memória
Um ensaio histórico examina cinco milênios de livros destruídos

Resenha de Fabio Henrique Gonçalves Sousa em Outros Tempos, Volume 5, número 5, junho de 2008

Entrevista com Fernando Báez: “Invasão Iraquiana foi o maior desastre cultural desde 1258”, por Humberto Marquez/IPS (16/02/2005)



Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias e Tlaxcala

Artigo original publicado em 24 de Setembro de 2008

Tradução redigida em português do

Sobre o autor

Omar L. de Barros Filho é editor de ViaPolítica  e membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.


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IMPÉRIO: 27/09/2008

 
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