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17/12/2017
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Obama: não faça concessão ao lobby sionista


AUTOR:  Khalid AMAYREH

Traduzido por  Fernando Esteves


A GRANDE VITÓRIA DE BARACK OBAMA CONTRA O CANDIDATO REPUBLICANO  JOHN MACCAIN É SEM DÚVIDA UMA VIRADA NA HISTORIA AMERICANA .AFINAL DE CONTAS, É A PRIMEIRA VEZ QUE UM NEGRO É ELEITO PRESIDENTE DOS  EUA. ISSO POUCAS DÉCADAS DEPOIS DO ASSASSINATO DE MARTIN LUTHER KING, QUE OUSOU SONHAR COM A IGUALDADE RACIAL.

A vitória espetacular de Obama, já está encorajando em vários setores uma atmosfera de otimismo, talvez porque a América e o resto do mundo não querem sofrer mais 4 anos de mentira, guerra e belicismo estúpido.

Não é para menos. Para não repetir os crimes de Bush, Obama deverá adotar um ponto de vista moral em relação a política interna e externa, especialmente em relação ao oriente, o lugar mais instável do mundo.

Ousarei dizer que com uma combinação de honestidade, boa vontade, bom senso e lealdade, Obama poderia atenuar e mesmo acabar com a hostilidade anti-americana no mundo.

Sim, Obama pode fazer um trabalho grandioso sem derramar uma gota de sangue, americano ou não, posto que siga no caminho justo e faça o que é moralmente correto, ainda que isso se revele errado do ponto de vista político.

Primeiro de tudo: Obama deve se rebelar e não respeitar o terrível poder que sufoca a América.

Falo do arrogante lobby judaico, o APAIC, que se pavoneia de seu ‘’rígido controle’’ sobre a política americana, especialmente a externa. Desafia e ignorar a AIPAC, no fim das contas, fará a diferença entre um administração de sucesso e mais 4 anos do mesmo. A AIPAC poderia mobilizar a mídia americana e o congresso contra o novo presidente. Mas com a combinação certa de bom senso e determinação, Obama pode vencê-los.

Portanto, não permita que eles o tiranizem ou assustem. Ignore suas ameaças e pronto.

Esse monstro tem constrangido a América através do engano e da mentira, invadindo e ocupando e destruindo dois estados soberanos, provocando a morte e a mutilação de milhões de pessoas , americanos inclusive. É esse mesmo monstro que está pressionando a América a atacar outro estado soberano mulçumano para garantir a supremacia israelense na região.

Portanto Sr. Obama, não se renda a eles. O Sr. não deve nada a eles . O Sr. só tem compromisso com o povo americano que o elegeu para governá-lo . O povo americano não quer mais guerra, nem em nome de Israel nem pelo petróleo.

Em segundo lugar, eles devem compreender que o ódio contra os EUA não é de modo algum intrínseco a religião islâmica , como repetem gente como Daniel Pipes e a Steve Emersons e outros islamófobos, que construíram toda uma carreira e um modo de vida baseados no ódio pelo Islam.

Tudo isso é esparrela, uma mentira monumental, uma espécie de culpa de sangue empreendida para criar um falso e inútil confronto entre a América e o mundo islâmico que interessa apenas a Israel (e a conseqüente expansão do seu  território).

Com certeza os muçulmanos não odeiam a América por sua liberdade e seus direitos civis, e menos ainda por sua democracia, a mesma democracia que permitiu  que o senhor se tornasse presidente da nação mais poderosa do mundo.

Na verdade é o contrario.

O que os muçulmanos odeiam, são as políticas opressivas, a injustiça, o autoritarismo e a ditadura ; políticas que instauram regimes criminosos , como o regime israelense, que permitem atormentar, pilhar e perseguir pessoas inocentes cujo único crime é querer ser livre.; políticas que permitem a ditadores árabes atacar violentamente seu próprio povo pelo fato deste querer  a liberdade e a democracia.

São essas políticas que permitiram ao estado nazista de Israel , perpetrar os piores crimes, em plena luz do dia, e permanecerem impunes  graças ao apoio americano.  É essa a cidade que ‘’brilha na colina’’ com a qual sonhou John Winthrop há 378 anos?

Senhor presidente, Israel, que vários intelectuais, judeus inclusive, descreveram como um crime contra a humanidade, tomou um país inteiro dos seus habitantes legítimos e ainda está tentando roubar mais terras árabes, procedendo à limpeza étnica e construindo colônias para judeus fanáticos que anseiam perpetrar um outro genocídio, de proporções bíblicas, em nome de Deus. Tudo isso é verdade. Se perguntarmos a algum intelectual ou acadêmico confiável, ou observador imparcial, eles dirão a mesma coisa.

Senhor presidente, acredita mesmo que um pais que constrói em territórios ocupados uma centena de colônias para judeus , religiosos fanáticos e racistas  que sustentam que os não-judeus são animais , desejam realmente ficar em paz com seus vizinhos?

Venha até a Cisjordânia, senhor presidente, e verá uma coisa indizível. As comparações entre a Alemanha nazista e Israel não são gratuitas.

Israel é um país que mata crianças e jovens estudantes em nome da autodefesa! Um país que derruba a casa de inocentes em nome da autodefesa! Um país, cujos soldados nazistas invadem orfanatos a noite e colocam os órfãos na rua .Um país que se funda no homicídio, no roubo e na mentira, e se proclama o ‘’o farol entre as nações’’.

Uma democracia, senhor presidente, não impede milhões de homens, mulheres e crianças de ter acesso a comida e ao trabalho, só porque eles elegeram um partido que não é do agrado de Israel.

Uma verdadeira democracia não obriga pessoas famintas a contrabandear comida através de túneis subterrâneos. Não é preciso lembrá-lo, senhor presidente, que a ultima vez que isso aconteceu foi no gueto de Varsóvia. Os resto da historia todos nós sabemos.

Uma verdadeira democracia não discrimina parte de sua população porque esta tem uma religião diferente.

Senhor presidente, Israel não é uma democracia, é um regime de terror.

Então, não se deixe enganar pela eloqüência dos lideres israelenses. Não preste atenção no que dizem, mas no que eles fazem. E o que fazem é perseguição étnica e expansão das colônias, afim de tornar impossível a paz , coisa que, creio eu, já conseguiram , com o apoio ou condescendência dos EUA.

Quanto aos palestinos, queria pedir-lhe,senhor presidente , que colocasse fim à política da mentira adotada pelas anteriores administrações americanas.

Há alguns anos, foi prometido um estado onde se poderia viajar, ter acesso a escola, universidade e hospitais. No entanto, por causa da submissão do governo americano aos interesses do lobby judaico, acabamos por ganhar um estado policiado, onde nossos direitos humanos e civis são constantemente violados por Israel e a chamada Autoridade Palestina.

Senhor presidente, não de apoio a Autoridade Palestina para atormentar os próprios cidadãos e violar-lhes os direitos humanos e civis em nome da luta contra o terror.

Digo isso porque a administração Bush gastou milhões de dólares para adestrar as forças da Autoridade afim de oprimir a nossa gente em favor de Israel.

Não estou sugerindo ou recomendando que os EUA apóie nosso povo. Precisamos da sua ajuda e da sua boa vontade.

Contudo, é um imperativo moral, que o senhor diga de modo claro a Autoridade Palestina para que ponha fim na violação de nossos direitos humanos e liberdades civis.

Senhor presidente, não ceda a tendenciosa e totalmente imoral classificação  das nações entre ‘’estados terroristas’’ e ‘’estados civilizados’’. É uma classificação, para dizer o mínimo, racista; porque todos os seres humanos, independente de religião e raça, merecem ser tratados com respeito. Todos são iguais perante Deus.

Sugiro que o senhor se sente com todos esse ‘’grupos e regimes marginais’’, que fale com eles e lhes ouça o ponto de vista, porque talvez, digo talvez, elas também tenham suas motivações legitimas.

Não se renda aos estereótipos do Hamas e do Iran, só para citar dois exemplos. Tente entrar em contato com eles. Não faria mal nenhum.

Faça com que saibam que a sua administração estará disposta a sentar e discutir com eles.

Na verdade, se a América conversar com seus inimigos, reais ou imaginários, descobrirá, embora tarde,  que  nenhum deles tem ódio da América, mas apenas queixas. Não deixe que Israel e o sionismo americano influencie sua percepção de outros povos e nações.

Quanto ao Islam, o senhor deveria se informar sobre essa grande religião, que , no seu tempo, foi a primeira força ‘’iluminista’’ no mundo.

O Islam não é Osama Bin Laden e Abu Mussab al Markawi. O Islam é a religião de um bilhão e meio de pessoas, a maioria pessoas de bem que levam uma vida honesta, como acontece no resto do mundo.

Não de ouvidos aos que dizem que os mulçumanos não gostam da liberdade e da democracia e que são anti-americanos. Não há ninguém no mundo que odeie a liberdade.

Os mulçumanos, sobretudo árabes, desejam exatamente essa democracia que o levou ao poder. Os muçulmanos, sobretudo árabes, querem exercer seus direitos e sua liberdade concedidos por Deus, esses mesmos direitos que lhes tem sido negado por ditadores corrompidos , apoiados pelos EUA.

Não creia que a democracia no mundo árabe geraria governos anti-americanos. Isso poderia ocorrer no começo, mas depois, os interesses recíprocos e a boa vontade, prevaleceriam.

O importante é que durante o seu mandato, a América deixe de apoiar regimes ditatoriais que atacam, maltratam e humilham o próprio povo. Esse regimes são odiados pelo povo, o que acaba gerando ódio e hostilidade contra os EUA que os apóia.

Enfim. Por favor, não se alinhe com estes ditadores e déspotas. Faça com que a América adote uma postura moral a esse respeito, uma posição que nos faça ter orgulho da América  e faça com que milhões de árabes entendam que a América é mais que simples corporações predadoras e construtores de armas.

A verdade é que não esperamos que a América seja o defensor da moral no mundo. Mas  América pode dizer aos tiranos que parem de oprimir seus povos. Muitas dinastias de ditadores tem responsabilidade com os EUA, e não com seu próprio povo.

Senhor presidente, se o senhor se ocupar, sincera e seriamente, com esses protestos, e fazer com que Israel desista da guerra, desista da longa ocupação nazista da nossa pátria e da opressão ao nosso povo, o senhor conseguirá neutralizar todos, ou quase todos, inimigos da América.

Posso assegura, senhor presidente, que, com isso, todos os muçulmanos, não apenas árabes, ficarão do lado dos EUA.

Senhor presidente, deus quis que a América fosse a nação mais rica e poderosa do mundo no nosso tempo. Portanto, não abuse e não faça mau uso desse status.

Se o fizer, estará tomando o caminho da autodestruição.

Deus não faz pessoas ruins, elas se tornam ruins por si mesmas.


Fonte: o site do autor exposing israel e Tlaxcala

Artigo original publicado em 5/11/2008


Tradução redigida em português do

Sobre o autor

Fernando Esteves é membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.

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Obama, ne vous rendez pas au lobby sioniste

 

TERRA DE CANAÃ: 13/11/2008

 
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