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24/10/2017
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Atuns… e coltan


AUTOR:  Gustavo DUCH GUILLOT

Traduzido por  Rita Custódio


Recentemente foi aprovado um importante reforço militar para proteger “as nossas mercadorias” frente à costa da Somália. A preocupação pelos “piratas” exige aviões e fragatas militares com todos os seus tripulantes atentos –a bombordo e a estibordo–. Entre as mercadorias escoltadas por mar e ar, a União Europeia insiste em fazer-nos saber que se protegem as mercantes do Programa Mundial de Alimentos. Mas não esqueçamos (pelo menos) outra das motivações, a frota da pesca do atum e as empresas suas associadas.

Esgotados os nossos mares por um modelo de consumo insensato e umas artes de pesca devastadoras, desembarcamos agora em costas “sem Estado” nem regulações. A indústria do atum trabalha com redes de pesca que abarcam várias milhas, guiadas por satélites que lhes indicam onde estão os grandes cardumes de peixes, encaminhando-nos a um novo esgotamento, em detrimento dos pescadores artesanais locais.

As empresas pesqueiras espanholas também são receptoras de ajudas estatais e comunitárias que coarctam o direito da população somali a aproveitar os seus recursos naturais. Assim, quando compramos atum temos de saber que, no final, o pagamos três vezes: o preço de venda ao público, as subvenções com os nossos impostos a esta indústria e agora com o orçamento militar. Com todo este financiamento do atum poder-se-iam potenciar muitos programas de cooperação para apoiar a população da Somália. E decidirmo-nos, de uma vez por todas, a atacar os problemas estruturais, como por exemplo, o consumismo insustentável para a natureza e socialmente tão cruel: 20% da população mundial açambarca mais de 80% dos recursos naturais disponíveis e, como no caso da Somália, usurpa estes recursos dos países mais empobrecidos. A União Europeia deveria limitar ou reduzir a sua frota de pesca industrializada e favorecer a pesca artesanal. O nosso consumo deve modificar-se e substituir o peixe comercial quilométrico que nos colocaram nas peixarias e supermercados por peixe local, pescado artesanalmente pela “frota” pesqueira familiar.

E passa-me pela cabeça, –é pura especulação– será que algum barco de mercadorias que passa pelo golfo da Somália, não levaria coltan “extraído” no Congo? Os meios de comunicação deveriam falar dos verdadeiros piratas planetários e não limitar-se aos piratas locais. [1]

[1] N. da T. Para mais informação sobre o coltan, pode consultar «A guerra do coltan» de André Levy em  http://avante.pt/noticia.asp?id=26212&area=11


 


Fonte: Atunes... y coltán

Artigo original publicado a 21 de Novembro de 2008

Este artigo é para português de

Sobre o autor

Rita Custódio é colaboradora de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores e à fonte.

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http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6400&lg=po



MÃE AFRICA: 22/11/2008

 
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