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24/10/2017
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Cui bono?

O que aconteceu em Mumbai?


AUTOR:  Elias DAVIDSSON

Traduzido por  Fernando Esteves


Não há dúvida de que um ataque foi perpetrado em Mumbai e provocou a morte de mais de 100 pessoas. É preciso tomar cuidado com as informações fornecidas pela mídia, já que um grande número de informações vem de fontes militares e ou policiais, ou de “especialistas” desconhecidos. Muitos se perguntam o que se passou em Mumbai. Quem são os autores do atentado? De onde vêem? Qual era o objetivo? Quem são os financiadores? Quais serão as conseqüências desse atentado?

Nos últimos anos temos ouvido muito falar de todo tipo de atentado - em Nova York, Londres, Madrid, Casablanca, cujos objetivos eram pouco claros e os autores não foram encontrados ou - conforme a mídia - morreram nos atentados. Outros terroristas, por outro lado - no conflito entre Israel-palestina por ex - reivindicam seus atos, são vistos como mártires pela população, e tem posições políticas claras compartilhadas pela população.

Para apresentar questões plausíveis sobre os atentados em Mumbai, seria preciso analisar os atentados de 11 de setembro de 200, porque mais que qualquer outro atentado terrorista, os atentados de 11 de setembro, dão as pistas para decifrar vários outros atentados cometidos mundo afora. O ataque de11 de setembro fez 3000 vitimas.

E não foi o primeiro: bombas explodiram no World Trade Center já em 1993. Mas o de 11 de setembro foi apenas o pior dos EUA em 100 anos, e ainda serviu de pretexto para sérias medidas políticas e militares por parte dos EUA, Europa e outros paises, que modificaram profundamente o mundo. Por conta desses atentados, os EUA bombardearam o Afeganistão e justificaram a guerra contra o Iraque. Ao mesmo tempo os EUA começaram uma guerra contra o terrorismo cujo objetivo e duração não foram definidos. Mesmo nos EUA, foram editadas leis contrarias aos direitos individuais básicos e mesmo a constituição americana. Até nos paises europeus entraram em vigor leis que tolhem os direitos civis e tratam o individuo como um possível criminoso.

Quais as lições aprendidas com os eventos de 11 de setembro que poderiam ser úteis para o entendimento do ocorrido em Mumbai?

PRIMEIRO: desconfie da mídia.

SEGUNDO: desconfie dos políticos.

TERCEIRO: em caso de dúvida, pergunte a você mesmo “quem tira proveito desse tipo de crime”.

Muitos cidadãos americanos já assimilaram esses axiomas. Segundo pesquisas, um terço da população norte -americana- cerca de 80 milhões de pessoas - acham que o governo americano está envolvido nos atentados de 11 de setembro. Dentre essa parcela da população, estão incluídos (segundo versão oficial, NDT) antigos funcionários da administração Bush, oficiais, antigos membros do serviço secreto e milhares de universitários, cientistas, engenheiros, pilotos e mesmo celebridades do cinema. Essas suspeitas provam que apesar da propaganda desenfreada da mídia em favor do “terrorismo islâmico” e do silêncio sistemático sobre varias pesquisas feitas acerca do 11 de setembro, 80 milhões de pessoas não confiam na mídia nem nos políticos.

Não é normal que se tenha produzido tal discrepância entre a mídia e a opinião publica. Cidadãos “normais”(1) não aceitam as teorias de uma conspiração, sobretudo quando se questiona o sistema político vigente. As razões do ceticismo crescente em relação ao 11 de setembro não são de ordem psicológica, mas repousam em fatos concretos que enumero a seguir:

1- mesmo o 11 de setembro sendo o maior massacre em massa da historia dos EUA, o governo americano se nega a realizar qualquer investigação sobre o ocorrido.

2-ninguém jamais foi acusado de cumplicidade nos atentados.

3-o governo americano permitiu que fossem destruídas peças chave na resolução do crime de 11 de setembro, sobretudo o aço das torres gêmeas e o registro de testemunhos.

4-o governo americano nunca provou o envolvimento do Afeganistão no crime de 11 de setembro.

5-o governo americano não se esforçou enormemente em capturar o suposto mentor dos ataques, Osama Bin Laden. Este não foi sequer acusado de envolvimento. O site do FBI sobre Osama Bin Laden não chega nem a mencionar os atentados.

6-o governo americano nunca provou que terroristas islâmicos estavam a bordo dos aviões.

7-é a primeira vez que edifícios com estrutura de aço desabam depois de um incêndio. Não foram duas, mas três torres que desabaram, sendo que duas desabaram cerca de uma hora após o incêndio. Grande parte dos escombros foi pulverizada durante a queda, o que só acontece com o a utilização de explosivos. Especialistas viram no desabamento das torres dez características de uma explosão controlada.

Qualquer pessoa pode verificar a existência desses indícios, através de pesquisas na mídia americana e nos textos oficiais, que podem ser consultados na internet. Nada é oriundo de especulação ou fontes secretas. Mesmo todas as fontes de informação sendo conhecidas, essas são refutadas se fossem apenas teorias conspiratórias. O medo da verdade assumiu traços patológicos. Os políticos e a grande mídia precisam se esforçar mais para esconder do povo a verdade sobre os atentados.


Hossein Kazem, Irão

Há indícios de que na Grã Bretanha os serviços secretos estejam envolvidos nos atentados de 7 de julho de 2005. Eis dois desses indícios:

Não explicações para o insólito “exercício de alerta” feito em Londres na manha do atentado: uma empresa de segurança, Visor Consultants, simulou, a pedido de um cliente não identificado, um ataque terrorista que deveria ocorrer nas estações de metro onde de fato ocorreu o atentado. Foi o diretor da empresa, estupefato, quem declarou o ocorrido a BBC. Depois disso não se manifestou mais e respondeu apenas algumas perguntas dos jornalistas. A mídia alemã não se manifestou. Nenhuma investigação sobre possíveis relações entre o “exercício de alerta” e os ataques.

Os supostos autores dos ataques, quatro jovens muçulmanos, não poderiam estar no metro, já que o trem que os conduziria a Euston estava desativado. Uma eventualidade não prevista pelos investigadores. Os terroristas, portanto, chegaram atrasados em Euston, depois das explosões. Na mesma manha, segundo noticias do mesmo dia, três pessoas foram mortas pela policia nas ruas de Londres. Quem eram as vítimas? Jovens talvez? Silêncio.

Os governos organizam atentados terroristas para, em seguida, culpar seus adversários. Não é nenhuma novidade. Esse tipo de operação já aconteceu na Itália, na Bélgica, durante os anos 70, sob o nome de operação Gládio, e teve controle da Otan, tudo para desacreditar as organizações de extrema esquerda. Um exemplo desse tipo de atentado ocorreu em Bolonha. O parlamento europeu organizou uma comissão de investigação para elucidar a operação Gládio, mas os paises membros da OTAN decidiram que os documentos relativos à operação permaneceriam secretos. Essas operações são chamadas de “operações de bandeira falsa” (false flag). Uma compilação de artigos sobre esse tipo de operação pode encontrada aqui: http://www.aldeilis.net/english/index.php?option=com_content&task=category&sectionid=24&id=257&Itemid=141

Mas voltando aos atentados de Mumbai, deveríamos perguntar:

- quem estaria interessado em assassinar inocentes em Mumbai?  Quais conseqüências os autores esperavam desse crime?

-de onde vêm as informações sobre os atentados? De fontes confiáveis?

-quem são, realmente, os autores dos atentados? Como se chegou a identificação dos autores? Quem financiou tais ações?

- haverá julgamentos? Podemos contar com um processo justo para os supostos autores dos atentados? Os juizes se ocuparão com a verdade?

- os autores dos atentados se consideravam mártires? Receberam as honras consagradas aos mártires?

- houve alguma reivindicação plausível de autoria por parte de algum movimento político qualquer? Esse movimento existe também na sociedade civil e conta com aliados? Quem publicou a carta de reivindicação e as demais comunicações?

-os atentados foram acompanhados por alguma reivindicação política especifica? A organização que assume o ataque já fez reivindicações semelhantes?

A todo mundo interessa examinar o tratamento dado pela mídia aos ataques em Mumbai e, a partir daí, tirar conclusões políticas sobre os atentados. Isso seria positivo em vários sentidos.


Fonte: Was ist in Mumbai passiert?

Artigo original publicado em 29/11/2008


Tradução redigida em português do

Sobre o autor

Fernanod Esteves é membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.

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ZONA DOS TUFÕES : 17/12/2008

 
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