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22/10/2017
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GAZA : A vergonha de ser do Ocidente


AUTOR:  Pascual SERRANO

Traduzido por  Alexandre Leite


Comecemos por comparar alguns dados objectivos. O poder "mortífero" dos foguetes Qassam que o Hamas utiliza ficou demonstrado neste sábado, quando lançou 20 destes projécteis e deixou um saldo de apenas uma cidadã israelense morta. Por estas horas os palestinianos já lançaram duzentos foguetes e as únicas vítimas foram duas crianças palestinianas por causa de um foguete desencaminhado. Uma vítima civil israelense perante mais de 271 palestinianos assassinados, a grande maioria civis.


Segundo fontes israelenses, entre Junho de 2004 e o final de 2007 (isto é, em três anos e meio), os "temíveis" foguetes do Hamas provocaram um total de onze civis israelenses e cinco palestinianos. Desde que a população palestiniana dos territórios ocupados se levantou contra as Forças Israelenses de Ocupação em Setembro do ano 2000, morreram 430 civis israelenses nos diversos atentados e acções armadas levadas a cabo por todas as facções da resistência palestiniana no seu conjunto. No mesmo período, as Forças Israelenses de Ocupação assassinaram mais de cinco mil civis palestinianos, entre eles quase 900 crianças (menores de 18 anos, não combatentes).

Com estes frios dados na mão que mostram esse claro desequilíbrio, vejamos as reacções dos líderes do Ocidente ao massacre de ontem em Gaza:

Gordon Johndroe - Porta-voz da Casa Branca, afirma que "os ataques continuados com foguetes do Hamas contra Israel devem terminar se se quer pôr fim à violência. O Hamas deve terminar as suas actividades terroristas se deseja ter um papel no futuro do povo palestiniano. Os Estados Unidos instam Israel a evitar vitimas civis nos seus ataques ao Hamas em Gaza".

Condoleezza Rice - Secretária de Estado dos EUA, manifestou a sua condenação aos ataques com foguetes perpetrados contra Israel e responsabilizou o Hamas pela ruptura da trégua. Também pediu o restabelecimento imediato do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Gordon Brown - Primeiro-ministro britânico, considera que "a única forma de alcançar uma paz duradoura em Gaza é através de meios pacíficos. Ainda que entendamos a obrigação do governo israelense de proteger a sua população, pedimos a máxima moderação para evitar mais vítimas civis. Também apelamos aos militantes na Faixa de Gaza que parem imediatamente todos os ataques com foguetes sobre Israel".

Frank-Walter Steinmeier - Vice-chanceler e ministro alemão, assinala que "o Hamas deve suspender de imediato e de forma continuada os seus inaceitáveis ataques a Israel". Pediu aos israelenses que "respeitassem a lei da proporcionalidade e fizessem todos os possíveis para evitar vítimas civis".

Nicolás Sarkozy - Presidente da França, "condena firmemente as provocações irresponsáveis que conduziram a esta situação, assim como o uso desproporcionado da força".

Elena Valenciano - Secretária de Política Internacional e Cooperação do PSOE, "exigiu a suspensão imediata dos ataques que Israel e às milícias do Hamas que renunciem ao uso da violência".

O presidente eleito Barack Obama não disse absolutamente nada, não sabemos o que pensa ele sobre a "mudança" e a "esperança" do massacre de 271 palestinianos em Gaza. Estas são as posições políticas dos representantes da civilizada Europa e da democracia norte-americana. Diante deles estão os bárbaros e fundamentalistas islâmicos, populistas e terceiro-mundistas que se indignam pela forma como se "defende" Israel do terrorismo.




Carlos Latuff


Fonte: La vergüenza de ser de Occidente

Artigo original publicado a 28/12/2008

Este artigo é para português de

Sobre o autor

Alexandre Leite é redactor do blog http://investigandoonovoimperialismo.blogs.sapo.pt e membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.

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TERRA DE CANAÃ: 29/12/2008

 
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