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23/10/2017
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Ahmadinejad : « Por favor, leiam sobre os meus làbios »


AUTOR:  Gilad ATZMON ÌíáÇÏ ÃÊÒãæä íáÇÏ ÂÊÒãæä

Traduzido por  Pedro da Nóbrega


Cà estou eu uma vez mais à ter que saudar o presidente iraniano Ahmadinejad, por concordar completamente com o seu discurso. Nenhum outro poderia ter posto melhor em evidéncia a postura europeia de discriminação racial.

Nós assistimos ontem na conferência  antiracista da ONU à uma expressão inequívoca de racismo islamófobo, colectivo e institucional, num show coordenado de chauvinismo ocidental fanàtico. Um bando de diplomatas europeus actuando como se fossem um rebanho, ilustrando um total desprezo pelas noções de liberdade de expressão e de cultura de debate.

De maneira eloquente e profunda, o Presidente Ahmadinejad disse a verdade e evocou certos factos universalmente conhecidos.

Pois claro que Israël é um Estado racista!

Israël define-se como «Estado judeu». Apesar dos judeus não formarem um continuum racial, a legislação do seu Estado nacional é racialmente orientada. O sistema jurídico israelita é discriminatório contra os que não tiveram a sorte de ser judeus. E como se não bastasse, o exército israelita mostra ser criminoso com a população autóctone do país.

Considerando que Israël é um estado de apartheid por causa de esta discriminação institucionalizada, seria de esperar que a conferência  antiracista de Genebra sirva em prioridade à abordar a situação de estados como Israël. Mas a verdade neste ponto é tràgica : na situação actual do mundo, Israël é o ùnico estado racialmente orientado. E assim que o pudemos constatar ontem, o « Ocidente » mais uma vez fracassou em enviar o mais óbvio apelo humanista à acção.

Desnecessàrio se torna dizer que Ahmadinejad foi também totalmente correcto na sua descrição das circunstàncias históricas que levaram ao tràgico nascimento de Israël.

Foi obviamente o sofrimento judeu que serviu de moeda de compra para a formação do Estado judeu. É também verdade que o Estado judeu foi criado à revelia do povo palestinano que acaba por ser de facto a última vítima à sofrer da era nazi.


O fulcro do problema é muito simples. Os diplomatas europeus demonstraram ontem que não podem aceitar a verdade desde que ela é expressa por um muçulmano. Seria consequentemente correcto afirmar em primeiro lugar que esse rebanho de diplomatas ocidentais não deveria ter participado numa « conferéncia antiracista". O facto de se terem comportado com tal intolerància prova que eles e os governos que estão por tràs são a fonte de um racismo muito de actualidade, que tem por nome a islamófobia.


Estes Europeus que não admitem ouvir uma verdade da boca de um muçulmano, para não dizer de um chefe de Estado muçulmano, seriam mais avisados em participar neste lugar numa conferéncia dedicada à glória da supremacia ocidental. Tenho a certeza que Tel Aviv e Jerusalém albergam vàrias todos os anos.

Para concluir, se o governo britànico insiste para mandar delegados à uma conferéncia dessas, deveria assegurar-se que os encarregados de essa tarefa sejam capazes de apresentar uma argumentação assaz eloquente para suportar uma anàlise intelectual. Peter Gooderham, o embaixador britànico na ONU em Genebra, não tem claramente estofo para este ofício.

O embaixador declarou on record : « Tamanhas palavras antisemitas escandalosas não podem ter cabimento numa conferéncia antiracista da ONU » !

O Embaixador Gooderham deveria nos indicar onde se encontra precisamente  o «antisemitismo».


O Presidente Ahmadinejad não fez referéncia à uma raça judia, nem mesmo ao  judaísmo. Ele não se referiu ao povo judaico, à não ser para lembrar o seu sofrimento.


Embaixador Gooderham, no caso de ter falhado propositadamente isso tudo, comportando-se como uma ovelha num rebanho, o Presidente Ahmadinejad só disse a verdade referindo-se à certos factos universalmente reconhecidos.


Poderia-se poupar alguns embaraços no futuro se os diplomatas britànicos fossem convenientemente formados para entender a complexidade dos assuntos mundiais actuais e das ideologias que intervém na elaboração destas situações. Também nos pouparia assistir à agitação de diplomatas feitos de palhaço proferindo chavões sem nexo que eles mesmo não conseguem compreender completamentamente.


Fonte: Ahmadinejad: "Read My Lips"

Artigo original publicado a  21 de abril de 2009
 
Este artigo é para português de

Sobre o autor

Pedro DA Nóbrega é membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.

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UMMA: 23/04/2009

 
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