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13/12/2017
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Apoio reforçado ao movimento pela Democracia e pela Emancipação no Irã


AUTOR:  Mohssen MASSARRAT e Pedram SHAHYAR

Traduzido por  Helga Heidrich


Em 1979 o povo iraniano derrubou a milenar monarquia de 2500 anos, para abrir o caminho à democracia e à justiça social. Com o estabelecimento da teocracia islâmica não só foram traídos os ideais da revolução mas também foram restauradas as estruturas dominantes do clientelismo às custas do Estado. Trinta anos depois, assistimos hoje a uma nova fase revolucionária na história iraniana, que – segundo todos os indícios – não mais poderá ser detida. E isto apesar da violência bruta dos assim chamados guardiões da revolução o dos para-militares Bassidjis, apesar dos assassinatos de incontáveis pessoas, apesar da detenção de incontáveis ativistas bem como de todo o quadro administrativo do movimento islâmico de reformas  e apesar das proibições e da repressão de todos os meios de comunicação e da mídia do movimento.


 
Ao legitimar a maior farsa eleitoral da história iraniana, o mesmo Aiatolá Khamenei deligitimou-se. Para ele e para o pretenso vencedor eleitoral Ahmadinedschad a preservação do poder e a apropriação violenta dos lucros do petróleo e das riquezas coletivas para cimentar uma ditadura teocrática e uma ideologia de estado retrógrada importam obviamente mais do que a vontade do povo. Desde o início a teocracia dividia a sociedade iraniana em adeptos e em opositores ao sistema e assim possibilitava a exclusão de um número cada vez maior da população da participação dos recursos e do poder. Ela criou o fundamento para que os ideólogos famintos de poder saqueassem as receitas do Estado em nome do Islã, contornando todos os órgãos de controle para construir a base do próprio poder. 
 
Mahmud Ahmadinedschad não é o homem que defende inexoravelmente os interesses dos pobres, que combate destemidamente a corrupção e que enfrenta corajosamente o imperialismo, pelo qual ele é considerado por uma parte dos esquerdistas crédulos, , mal-informados e ideologicamente obcecados na Alemanha e no mundo.

Infelizmente também presidentes sul-americanos, como Hugo Chavez, se tornaram vítimas da própria superficialidade e do tratamento irresponsável para com as circunstâncias reais no Irã. O posicionamento de Chavez e de outros na América do Sul está em crassa contradição com os ideais emancipatórios do "Socialismo no Século 21". Não é possível que direitos universais sejam sacrificados em charadas geopolíticas.

Com o reconhecimento de Ahmadinedschad, Chavez e outros presidentes da esquerda causaram grandes danos ao movimento por reformas e emancipação no Irã. 
 
Este tipo de posições esquerdistas e anti-imperialistas não somente erram quanto a  Ahmadinedschad, mas também quanto ao caráter do movimento popular e de sua direção. A linha de separação entre adeptos e opositores do movimento popular não decorre entre ricos e pobres, ente norte e sul, entre cidade e campo, não, ela decorre simples e unicamente entre adeptos e opositores  da ditadura teocrática, entre o domínio ilegítimo do poder e os anseios democráticos e emancipatórios da impressionante maioria dos iranianos e iranianas. Por esta razão o movimento popular ultrapassa os limites de classes e camadas sociais. Dele fazem parte tanto islamitas religiosos como leigos, tanto tradicionalistas como homens e mulheres com orientação ocidental, pessoas idosas bem como preponderantemente mulheres e homens jovens, tanto intelectuais como trabalhadores, ricos e pobres. Este movimento popular é, segundo observações unânimes, mais amplo do que o movimento popular por ocasião da Revolução Islâmica. Defini-lo como uma "revolução cor de laranja" manejada de fora, chega aos limites da tolice e é uma ofensa imperdoável para com todos os movimentos emancipatórios. 
 
Mir Hussein Mussawi, o candidato do Movimento pelas Reformas à presidência, não é, como alguns o atribuem, consciente- ou inconscientemente com intenção enganadora, um homem do ocidente. Ele é pio islamita e um homem da revolução islâmica da primeira hora. Ele ainda está radicado no campo dos conservadores e se define a si mesmo como reformador fiél aos princípios. Seu debate público com Ahmadinedschad na televisão e sua conseqüente defesa de novas eleições o revelaram como político de confiança e decididamente ao lado do povo. Obviamente ele também está decidido a continuar a luta contra a teocracia.  Como primeiro grande político na história da República Islâmica Mussawi disse Não aos dirigentes religiosos, abalando assim a autoridade dos mesmos. Até o momento, em todos os seus comunicados ele convocou o movimento popular à continuação da resistência não-violenta e jurou sacrificar sua própria vida pelo objetivo comum de abolir a tirania. Na presente fase da revolução o povo e a direção do movimento pelas reformas estão unidos pelo objetivo comum de superar a ditadura teocrática. A configuração da futura sociedade iraniana na era pós-revolucionária e o caminho a ser então seguido é direito exclusivo da vontade popular em liberdade e não pode ser antecipada por ora. 
 
A revolução no Irã tem já agora grande repercussão em toda a população do médio e próximo oriente, particularmente também em partes do movimento pacifista em Israel. Sua vitória e a democratização bem sucedida abalaria todos os regimes ditatoriais da região, encorajaria os povos à emancipação e abriria uma perspectiva de prosperidade, de democracia e de paz depois de décadas tenebrosas de guerra, de destruição e de miséria.

Rechaçamos decididamente todas as tentativas de desacreditar a revolução no Irã e apelamos a todos os movimentos sociais, anticapitalistas, anti-hegemoniais e emancipatórios na Alemanha, na Europa e no mundo todo a apoiar a revolução popular iraniana, com todas as suas forças e de engajar-se pela libertação de presos políticos e pela liberdade de manifestação e de imprensa.


Fonte: Tlaxcala - Die Bewegung für Demokratie und Emanzipation im Iran mit voller Kraft unterstützen

Artigo original publicado em 9 de julho de 2009

Tradução redigida em português do

Sobre os autores:
Mohhsen Massarrat pertence ao Conselho Científico
da ATTAC-Alemanha, Pedram Shahyar pertence  à Coordinação Federal da ATTAC-Alemanha.


Helga Heidrich pertence à rede de tradutores
Coorditrad, em parceria com Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Este artigo pode ser reproduzido livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção aos autores, à tradutora  e à fonte.

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UMMA: 24/07/2009

 
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