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12/12/2017
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Madeira sim, Palestina não


AUTOR:  Edileny TOMÉ DA MATA

Traduzido por  Alexandre Leite


Na última partida do Real Madrid disputada com o Villareal, que se saldou com um goleada de 6-2 a favor dos merengues, um dos jogadores mais caro da época, Cristiano Ronaldo, ao marcar, brindou-nos com uma camisola na qual se podia ler "MADEIRA". Trata-se de um acto de solidariedade com o povo deste arquipélago por causa das consequências que está a sofrer, fruto das intensas chuvas.

ronaldo madeira 
Ronaldo

Se fizermos um pouco de esforço de memória, recordaremos que na ida aos oitavos de final da Taça do Rei, do ano passado, 2009, no qual se enfrentavam a equipa sevilhana, o Sevilla F.C., e o Deportivo de A Coruña, quando Kanouté marcou o segundo golo da equipa sevilhana, este mostrou uma camisola negra com letras brancas na qual se podia ler "PALESTINA", em castelhano e em outros idiomas. Com este gesto, Kanouté, jogador avançado do Sevilla F. C, natural do Mali, queria mostrar a sua solidariedade para com o povo palestiniano perante as atrocidades de Israel.

A acção de Kanouté em campo foi catalogada de ‘publicista’ com matizes religiosas e políticas, custando-lhe um cartão amarelo.

 
Kanouté

Para além do cartão amarelo, Kanouté teve de pagar 3000 euros de multa pela mostra de solidariedade para com o povo palestiniano.

As sanções impostas a Kanouté enquadram-se nas Regulamentações da FIFA, norma de âmbito geral transcrita posteriormente para a normativa futebolística espanhola – mais concretamente na Regra 4 Relativa ao Equipamento dos Jogadores. Nela se estabelece no 1º parágrafo o seguinte:

Os jogadores não deverão mostrar camisolas interiores com lemas ou publicidades. O equipamento básico obrigatório não deverá ter mensagens políticas, religiosas ou pessoais.”

Sem ser especialista na matéria, vemos que se sancionou formalmente o avançado sevilhano com base em mensagens de índole religiosa. Mas se repararmos, alega-se igualmente a proibição de mensagens de índole pessoal. Será a actuação do extremo da equipa merengue de índole pessoal, sobretudo sabendo-se que ele nasceu na Madeira? Por que razão não recebeu sanções pela sua mostra de solidariedade?

Esconde-se por trás da sanção imposta a Kanouté algum empenho em calar vozes contrárias à posição do governo espanhol relativamente ao conflito israelo-palestiniano?


Fonte:  Madeira sí, Palestina no

Artigo original publicado a 24 de fevereiro de 2010

Este artigo é para português de

Sobre o autor

Alexandre Leite é redactor do blog http://investigandoonovoimperialismo.blogs.sapo.pt e membro de Tlaxcala, a rede internacional de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.

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TERRA DE CANAÃ: 27/02/2010

 
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