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25/06/2017
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O Comandante imperial das Forças Multinacionais no Iraque sim tem quem lhe escreva

“Mais lhe valeria começar a preparar seu adeus às armas” : Carta aberta ao general Petraeus


AUTOR:  James Petras, 12.03.2007

Traduzido por  Traduzido por Omar L. de Barros Filho


General,

Leio no Manchester Guardian, no New York Times, no Wall Street Journal e no Washington Post que você tem impecáveis credenciais acadêmicas e militares. Bush o nomeou Comandante das Forças Multinacionais no Iraque e isto o capacita para colocar em prática suas muito divulgadas teorias contra-insurgentes. Você é quase meu tocaio: seu sobrenome (Petraeus) é a versão latinizada de meu sobrenome grego (Petras). Contam que você é umguerreiroou umintelectual da contra-insurgência”. Do meu lado, eu tenho credenciais de “intelectual da insurgênciaou, como diz Alex Cockburn, “cinqüenta anos de participação na luta de classes”.

 

Seus divulgadores acabam de etiquetá-lo como “a última e melhor esperança usamericana para a salvação (do império) no Iraque”. Tal como era de prever, os democratas no Congresso, liderados pela senadora Clinton, se derreteram em elogios ante seu profissionalismo e sua folha de serviços no norte de Iraque. Assim que devemos reconhecer que você parte com vantagem: o apoio de ambos partidos, da Casa Branca, do Congresso e da mídia. Mas como sou um intelectual da insurgência, não estou convencido de que você será bem-sucedido em salvar o Iraque para o império. Não isso: creio, sem a menor dúvida, que você vai fracassar, porque seus postulados e estratégias marciais se baseiam em análises políticas imperfeitas, que acarretam profundas conseqüências militares.

 

Comecemos por seus tão elogiados êxitos castrenses no norte do Iraque, em especial na província de Nínive. O norte de Iraque, particularmente Nínive, está dominado por chefes milicianos, tribais e do partido curdo. A relativa estabilidade da região tem pouco ou nada a ver com sua destreza contra-insurgente e, sim, muito com o alto grau de “independência" ouseparatismo” naquela região. Para dizê-lo com franqueza, o apoio militar e econômico usamericano e israelense ao separatismo curdo criou um Estado curdo independente de fato, depois de brutais purgas étnicas de um grande número de turcos e árabes.

 

General Petraeus, ao dar carta branca às irredentas aspirações curdas a um Grande Curdistão etnicamente puro, que entraria na Turquia, Irã e Síria, você se assegurou da lealdade das milícias curdas e, sobretudo, das funestas “forças especiais” dos peshmerga para eliminar a resistência à ocupação usamericana em Nínive. Além disso, os peshmerga colocaram unidades especiais à disposição dos EUA para infiltrá-las nos grupos da resistência iraquiana e provocar conflitos intra-comunais por meio de incidentes terroristas contra a população civil. Em outras palavras, o “êxito” do general Petraeus no norte de Iraque não se reproduz no resto do país. De fato, o sucesso que você obteve em um Iraque dominado pelos curdos agudizou as hostilidades no resto do país.

 

Sua teoria de “controlar e manterterritório pressupõe uma força militar muito motivada e confiável, capaz de suportar a hostilidade de ao menos oitenta por cento da população colonizada. Mas o certo é que a moral dos soldados usamericanos no Iraque e dos que estão a ponto de serem enviados para é bastante baixa. As fileiras dos que agora buscam uma saída rápida do serviço militar incluem oficiais e suboficiais de carreira, que são a coluna vertebral de qualquer exército (Financial Times, 3-4 de março de 2007, pág. 2).

  

Petraeus em 1987 em Princeton...  ...e em 2007, no Iraque

As ausências sem permissão dispararam: 14.000 entre 2000 e 2005 (Financial Times, ibid). Em março, mais de mil soldados da ativa, reservistas e marines apresentaram uma petição no Congresso para que os EUA se retirem do Iraque. A oposição de generais reformados e em serviço ativo à escalada de tropas de Bush se filtra de maneira descendente até as fileiras de soldados rasos, sobretudo entre reservistas cujas missões forçadas no Iraque aumentaram repetidamente (o denominado “recrutamento encoberto”).

 

As longas e desmoralizadoras permanências ou a rotação acelerada socavam qualquer esforço porconsolidar os laçosentre oficiais usamericanos e iraquianos e, sem dúvida, impossibilitam que a confiança da população local possa ser ganha. Se os soldados dos EUA estão fartos da guerra no Iraque e cada vez são em maior número os que optam pela deserção e a desmoralização, o exército mercenário iraquiano ainda é menos confiável. Os iraquianos que se alistam porque têm fome e não existe trabalho (ambas coisas causadas pela ocupação), todos eles com laços étnicos, nacionais e de parentesco com a luta por um Iraque livre e independente, não merecem demasiada confiança. Qualquer especialista sério chegou à conclusão de que as divisões na sociedade iraquiana são a imagem especular das lealdades dos soldados.

 

General Petraeus, repasse a lista de seus soldados todos os dias, porque mais alguns desaparecerão e é possível que, no futuro, tenha que fazer frente a um campo de instrução vazio ou, pior ainda, a um barracão em rebeldia. O incessante número de baixas entre os soldados usamericanos e os civis iraquianos durante seu primeiro mês em funções de comandante sugere que o fato de “controlar e manter” Bagdá não conseguiu alterar a situação no país.

 

Petraeus, seu manual de regrasprioridade “à segurança e a compartilhar tarefas como meio de outorgar poderes à população civil e incitar à reconciliação nacional”. A segurança é difícil de alcançar, porque o que o comandante imperial considera segurança é o livre movimento dos soldados dos EUA e de seus colaboradores, às custas da  insegurança da maioria iraquiana colonizada, que vive sujeita a revistas arbitrárias de casa em casa,  roubos, buscas humilhantes e detenções. “Compartilhar tarefascom um general dos EUA e suas unidades militares é um eufemismo que, na realidade, descreve a colaboração iraquiana paraadministrarsuas ordens. “Compartilhar” obriga a uma relação muito assimétrica do poder: os EUA ordenam e os iraquianos obedecem.

 

Os EUA definem a “tarefa”, que consiste em delatar membros da resistência, e supõe que a população aceitará proporcionarinformaçãosobre suas famílias, amigos e compatriotas, quer dizer, que trairá seu próprio povo. No papel parece muito mais fácil do que é no próprio terreno. “Outorgar poderes à população civil”, como você diz, supõe que aqueles que “outorgam poderes” cedem poder aos “outros”. Em outras palavras, o exército usamericano cede o território, a segurança, a gestão econômica e a distribuição dos recursos a um povo colonizado. Mas precisamente esse povo é quem protege e respalda os resistentes, e se opõe à ocupação dos EUA e a seu regime de marionetes.

 

Mais além, comandante, o que você realmente quer dizer é “outorgar poderes” a uma escassa minoria de civis que são colaboradores voluntários de um exército de ocupação. A minoria civil a quem você “outorgue poderes” necessitará a onipotente proteção militar dos EUA para evitar as represálias. Até agora nada disso ocorreu: a nenhum colaborador civil do entorno foi outorgado um autêntico poder e, se por acaso o recebeu, agora está morto, escondido ou fugitivo.

 

Petraeus, seu objetivo de “reconciliação nacional” pressupõe que o Iraque existe como nação livre e soberana. Essa é uma condição prévia para qualquer acordo entre adversários. Mas a colonização usamericana do Iraque é uma negação flagrante das condições para a reconciliação. Somente quando o Iraque se libertar de você, comandante Petraeus, de seu exército e dos mandatos da Casa Branca, os adversários poderão negociar e se reconciliar. Unicamente os grupos políticos que se baseiem na soberania popular iraquiana poderão tomar parte nesse processo. Se não for assim, ao que você está se referindo de verdade é a imposição militar da “reconciliação” entre grupos colaboracionistas opostos, sem legitimidade alguma diante do eleitorado iraquiano.

 

A antiga clintonista Sarah Sewall (ex-subsecretária de Defesa e “especialista em relações internacionais” da Universidade de Harvard) ficou extasiada por sua nomeação ao posto de comandante. Disse Sewall que a “desequilibrada relação entre as tropas e a tarefa que lhes é encomendada” pode arruinar sua estratégia (Guardian, 6 de março de 2007). A crítica que os senadores democratas Hilary Clinton e Charles Schumers opõem à política de Bush no Iraque se baseia por completo em que não existe uma “relação equilibrada entre as tropas e a tarefa que lhes é encomendada”.

 

A solução que se oferece consiste em enviar mais tropas. A explicação de tal raciocínio é evidente: o inadequado número de soldados reflete a enormidade da oposição popular à ocupação. A necessidade de melhorar a “proporção” (um número mais elevado de tropas) é atribuível ao grau de oposição popular e está diretamente relacionada com o apoio cada vez maior dos iraquianos à resistência. Se a maioria da população e a resistência não estivessem se enfrentando com os exércitos imperiais, qualquer proporção seria suficiente: bastariam algumas centenas de soldados para matar o tempo na Zona Verde, na embaixada dos EUA ou nos bordéis locais.

 

O General Creighton W. Abrams com Robert Kenney na Alemanha em 1964

As receitas de seu manual apóiam-se excessivamente na época da Guerra do Vietnam,

sobretudo na doutrina contra-insurgente “Limpar e manter”, do general Creighton Abrams, que ordenou uma vasta campanha de guerra química que desfolhou milhares de hectares com o mortífero Agente Laranja paralimpar” o terreno em disputa. Aprovou o Plano Phoenix, o assassinato sistemático de 25.000 líderes camponeses paralimpar” os insurretos locais. Abrams colocou em marcha o programa das “aldeias estratégicas”, o deslocamento forçado de milhões de camponeses vietnamitas para campos de concentração. Ao final, os planos de Abrams paralimpar e manter” fracassaram, porque cada medida que tomava amplificava a fundo a hostilidade popular e incrementava o número de recrutas no exército vietnamita de libertação nacional.

 

Petraeus, você está seguindo a doutrina de Abrams: bombardeios em grande escala de bairros sunitas densamente povoados, entre os dias 5 e 7 de março (2007); detenções massivas de líderes locais suspeitos acompanhadas de um estreito cerco militar de bairros inteiros, enquanto que as revistas arbitrárias e abusivas casa a casa convertem Bagdá em um grande campo de concentração. Assim como seu predecessor, o general Creighton Abrams, você quer destruir Bagdá para salvá-la. De fato, sua política está simplesmente castigando a população civil e aprofundando a hostilidade dos habitantes de Bagdá, enquanto a resistência se dilui entre a população ou nas províncias circundantes de Al-Anbar, Diyala e Saladín.

 

Petraeus, você esquece de que é possívelmanter como refémum povo com veículos blindados, mas não governá-lo pela força das armas. O fracasso do general Creighton Abrams não se deveu à falta de “vontade política” dos EUA, como ele amargamente pretendeu, mas sim ao fato de quelimpar” uma região é um triunfo passageiro, porque a resistência se baseia em sua capacidade de se misturar com o povo.

 

Suas premissas fundamentais (e errôneas) são que o “povo” e a “resistênciasão dois grupos distintos e opostos, que as forças de ocupação e os mercenários iraquianos podem distinguir e explorar essa contradição, “limpar” a resistência e “controlar” o povo.

 

Os quatro anos de invasão, ocupação e guerra imperial oferecem provas suficientes do contrário. Com 140.000 soldados usamericanos, cerca de 200.000 iraquianos e mais de 50.000 mercenários estrangeiros, incapazes de derrotar a resistência durante quatro anos de guerra colonial, tudo faz pensar em um apoio popular profundo, amplo e sustentado à resistência. A desproporção existente entre o número de pessoas assassinadas pelo exército usamericano e os mercenários entre a população civil, e entre os membros da resistência indica que seus próprios soldados, general, não são capazes de diferenciar (nem estão interessados em fazê-lo) entre população civil e resistentes. A resistência suscita um profundo apoio através de laços de parentesco, de amizades vizinhas, de líderes religiosos, nacionalistas e patriotas: esses laços primários, secundários e terciários vinculam a resistência com a população de uma maneira que nem o exército dos EUA nem seus políticos marionetes jamais poderão reproduzir.

 

General, no fim de somente um mês no posto de comandante você reconhecia que seu plano de “proteger e salvaguardar a população civil” está fracassando. Ao mesmo tempo que inunda as ruas de Bagdá com carros blindados, reconhece que “as forças contrárias ao governo ... estão se reagrupando ao norte da capital”. Você está condenado a repetir o que o tenente-general Robert Gaid, com uma ausência total de poesia, denominou “João-Bobo”*: derrubar a resistência somente em uma zona para ver o que se põe em na zona do  lado.

 

É absurdo que pense, general, que a população civil iraquiana não está a par de que as forças operativas especiais da ocupação, com quem você está intimamente conectado, são responsáveis por grande parte do conflito étnico-religioso. O jornalista investigativo Max Fuller, em seu detalhado exame de documentos, afirma com convicção que, na realidade, a maior parte das  atrocidades descontroladas... atribuídas às milícias sunitas ou xiitassão obra de comandos de forças especiais controladas pelo governo, treinadas e assessoradas por usamericanos e dirigidas em grande parte por ex-agentes da CIA” (Chris Floyd, Ulster on the Euphrates: The Anglo-American Dirty War, http://www.truthout.org/docs_2006/021307J.shtml ). Sua tentativa de brincar de  policial bom/ policial mauparadividir e vencernão deu  e não dará bom resultado.

 

Você reconheceu o contexto político mais amplo da guerra: “Não existe uma solução militar para um problema como o do Iraque, para a resistência... No Iraque, a ação militar é necessária para ajudar a melhorar a segurança... Mas é insuficiente. Tem que haver um aspecto político” (BBC, 8 de março de 2007). Mas o “aspecto políticofundamental, como você o chama, é a redução, e não a escalada das tropas americanas, o final das intermináveis agressões em bairros civis, o cessar das operações especiais e dos assassinatos destinados a fomentar um conflito étnico-religioso e, sobretudo, um calendário de retirada das tropas e o desmantelamento da rede de bases militares usamericanas.

 

General Petraeus, você não busca desencadear ou estabelecer o contexto político para terminar o conflito nem está em condições de fazê-lo. Sua referência à “necessidade de iniciar conversações com alguns grupos da resistência” cairá em ouvidos surdos ou será considerada como uma continuação das táticas do divide e vencerás (também denominadas táticas emfatias de salame” no jargão militar), que até agora não seduziram nenhum setor da resistência. Contrariamente às suas impecáveis credenciais acadêmicas em contra-insurgência em Princeton/West Point, é você, sobretudo, um estrategista, hábil condutor na técnica, mas bastante medíocre na hora de colocá-la em prática no marco político da “descolonização”.

 

Comandante Petraeus, você compreendeu rapidamente a dificuldade de sua missão colonial. Somente um mês depois de assumir o comando, está imerso no mesmo sofisma e no mesmo discurso duplo de qualquer coronelzinho. Com vistas a manter o fluxo de fundos e de tropas de Washington, fala de “redução dos assassinatos e do descontentamento em Bagdá”, omitindo assim o aumento das mortes entre a população civil e as tropas dos EUA nos demais locais do país. Menciona “alguns sinais de esperança”, mas também admite que é “demasiado cedo para perceber tendências importantes” (Al-Jazeera, 8 de março de 2007). Em outras palavras, os “sinais de esperança” carecem de importância!

 

deu a si próprio uma missão sem final preciso ao prolongar o tempo necessário para impor suas medidas de segurança em Bagdá, que de dias e semanas passou a “meses” (ou talvez anos?). Por acaso não se trata de uma tímida maneira de preparar os políticos dos EUA para uma longa guerra... com poucos resultados positivos? Nãonada de mal em que um guerreiro filósofo cubra o traseiro na antevisão de seu fracasso.

 

General, estou seguro de que, como militar intelectual, leu 1984, de George Orwell, porque você é um especialista em dupla linguagem. Em um suspiro disse quenão existe uma necessidade imediata de pedir que sejam enviadas mais tropas usamericanas ao Iraque” (além dos 21.500 que estão a caminho) e, a seguir, pede 2.200 policiais militares adicionais para que se encarreguem das próximas prisões massivas de suspeitos civis em Bagdá.

 

Enquanto falacom franqueza” no presente do indicativo sobre o número de soldados em sua guerra, prepara o terreno para uma escalada maior no futuro: “Neste momento não vemos a necessidade de mais tropas. Mas isso não quer dizer que não façam falta para alguma missão que se apresente ou alguma tarefa que apareça e, se for assim, as pediremos” (Al-Jazeera, 8 de março de 2006, a ênfase é minha). Primeiro se apresentará algo, logo fará falta uma “missão” e, antes de que nos demos conta, haverá outros cinqüenta mil soldados no terreno desse moinho de carne que é o Iraque.

 

Sim, general, você é um mestre da dupla linguagem mas, acima de tudo isso, está condenado a transitar, junto com seus colegas da Casa Branca e do Congresso, pela mesma ladeira abaixo da derrota político-militar de seus predecessores na Indochina. Sua polícia militar encarcerará milhares de civis e talvez muitos mais. Serão interrogados, torturados e é possível que algum “se rebente”. Mas muitos mais ocuparão seu lugar. Sua política de segurança através da intimidação “poderá se manterenquanto os carros blindados apontarem com seus canhões para cada edifício, em cada bairro. Mas quanto tempo poderá sustentar essa situação? Tão logo sejam deslocados, os membros da resistência regressarão: podem agüentar meses e anos, porque vivem e trabalham . Você não pode, general. Você dirige um custoso exército colonial que sofre baixas intermináveis. Tarde ou cedo, o povo usamericano o obrigará a retirar-se.

 

Sua ambição, general Petraeus, é maior que sua capacidade. Mais lhe valeria começar a preparar seu adeus às armas e buscar um posto de maior importância em Washington. Recorde que suas oportunidades são escassas: unicamente os generais vencedores ou aqueles que se escapolem (escapulem) do serviço militar chegam a presidentes. Entretanto, sempre haverá um posto de professor na Kennedy School de Harvard para o “guerreiro intelectualque é bom com os livros mas um desastre no campo de batalha.

 

* (NT) Boneco sobre mola que não pára na posição desejada quando empurrado ou golpeado.  


Original : http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=2195&
Fonte em espanhol: http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=2206&lg=es
James Petras em http://petras.lahaine.org/

Mais sobre James Petras em português

Via Política publicou, em 12.01.07,Ajuste na pontaria”, matéria que reproduz entrevista do General David Petraeus ao Spiegel.

Traduzido do espanhol para o português por Omar L. de Barros Filho para Via Política e Tlaxcala, rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução é Copyleft para qualquer uso não comercial. Pode ser reproduzida livremente, sob a condição de que sejam respeitadas integralmente as menções de autor, tradutores e fonte.

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PAZ E GUERRA: 20/03/2007

 
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