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Associações de apoio ao Saara Ocidental acusam a FMC Foret de espoliar 500.000 toneladas anuais de fosfatos


AUTOR:  Europa Press, 17 de maio de 2007

Traduzido por  Omar L. de Barros Filho


A FMC Foret, empresa espanhola de Huelva, importa ilegalmente cerca de 500.000 toneladas de fosfatos  a cada ano procedentes do Saara Ocidental, segundo criticaram hoje a Western Sahara Resource Watch e a Asociación Amigos del Pueblo Saharaui, de Madri (http://www.saharalibre.es/modules.php?name=Foret).  

Ambas organizações obtiveram essas informações através da verificação da lista de embarques e de consultas realizadas no próprio porto de Huelva. Assim, anunciaram que dois barcos, de propriedade da navegação Ership S.A., são os que mais freqüentemente transportam os fosfatos ilegais do porto de El Aaiun (Saara Ocidental) até o cais da empresa fixada em Huelva. Trata-se do 'Sac Flix', com 16.000 toneladas de capacidade, e o 'Sac Málaga', com 30.000 toneladas.

As associações de apoio ao Saara Ocidental argumentaram que as importações dessa zona da África são "absolutamente ilegais e violam a Lei Internacional" porque os recursos naturais lá extraídos não são propriedade de Marrocos, "potência ocupante do território", senão que se trata de recursos naturais de um território "ilegalmente ocupado".

A Western Sahara Resource Watch e a Asociación Amigos del Pueblo Saharaui recordaram as declarações do sub-secretário geral para Assuntos Legais das Nações Unidas, Hans Corell, que, em janeiro de 2002, tornou pública a repulsa e a condenação da Assembléia Geral da ONU  pela exploração e o roubo dos recursos naturais, ou qualquer outra atividade econômica em prejuízo dos interesses da população saariana, que a prive de seus legítimos direitos sobre seus recursos naturais.

No mesmo sentido, as organizações explicaram que, de acordo com as palavras de Corell, "se as atividades de exploração e espoliação dos recursos naturais sem considerar os interesses e desejos da população saariana continuarem, estariam sendo violados os princípios da  lei internacional aplicável às atividades dos recursos minerais em Territórios Não Autônomos".

Nota do editor: Boukraa é situado no norte do Saara ocidental, à 100 Km ao sudeste de Laâyoune. A sua mina de fosfato é explorada à céu aberto por Phosboucraa, uma sucursal do Office chérifien des phosphates, que detem o monopólio da exploração para o Marrocos. Produziu em 1997 1.860.000 toneladas de fosfato. Esta produção é encaminhada pela banda transportadora mais longa do mundo (96 Km) até ao porto de Laâyoune, e seguidamente exportada nos EUA e na Europa. Os arredores de Boukraa são cercados de campos de minas.

A mina de Boukraa





Original : http://www.europapress.es/noticiasocial.aspx?cod=20070517190742&ch=313

Traduzido do espanhol para o português por
Omar L. de Barros Filho, diretor de redação de ViaPolítica e membro de Tlaxcala, rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta página é Copyleft para qualquer uso não comercial. Pode ser reproduzida livremente, sob a condição de que sejam respeitadas integralmente as menções de autor, tradutores e fonte.

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MÃE AFRICA: 21/05/2007

 
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