
Em Outubro de 2009 lançou-se em Bruxelas, Bélgica, a Campanha europeia 2009-2011 pela libertação dos presos políticos na Colômbia. Eles são uns 7500, na sua maioria presos de opinião e activistas sociais -quando não são operários, camponeses, indígenas ou estudantes que lutam por uma Colômbia digna, com paz e justiça social!
Depois do atentado de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, os Estados Unidos conceberam e impuseram o «Plano Colômbia», que oficialmente é um programa integral de desenvolvimento destinado a solucionar o conflito interno colombiano, mas que na realidade procura aniquilar toda a oposição política e social no país e está ao serviço dos interesses económicos do sector privado. Depois de chegar ao poder em 2002, o autoritário Álvaro Uribe Vélez pôs rapidamente em execução a sua «política de segurança democrática», autêntica estratégia de guerra que conta com uma rede de um milhão de informadores, empresas de segurança privadas e soldados-camponeses, a qual provoca uma criminalização do pensamento crítico, um fortalecimento do Código Penal, buscas massivas nas cidades e nos campos, a detenção e a prisão, muitas vezes sem mandato nem provas -quando não totalmente fabricadas-, de milhares de dirigentes e activistas de movimentos agrários, operários e estudantis e defensores dos direitos humanos. Assim, sobre uma base de montagens da inteligência militar e policial, avalizados na maioria das vezes pelo Ministério Público [Fiscal], construiu-se todo um sistema de justiça repressiva paralela, sem jurisdição nem competências.
A política de detenções na Colômbia procura deliberadamente a destruição, a desarticulação e o isolamento do protesto social e político que se opõe ao governo neoliberal e repressivo. As condições de detenção nas prisões colombianas são desumanas. Os presos morrem de inanição ou de frio, segundo as regiões. Os detidos doentes ou idosos falecem por falta ou insuficiência de cuidados. Os bebés com menos de 3 anos estão presos com as suas mães. Estas condições inumanas e o uso regular da tortura incitam os camponeses, indígenas ou estudantes a aceitar acusações e sentenças injustificadas.
A Campanha europeia 2009-2011 pela libertação dos presos políticos na Colômbia é uma iniciativa das seguintes associações:
-
-
-
COMADEHCO, Comité Madrileno pela Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia (Espanha)
-
-
CPCP, Coordenadora Popular Colombiana em Paris (França)
-
Pólo Democrático Alternativo (Suíça)
-
-
Se você também quer uma Colômbia digna, onde reine a paz e a justiça social, una-se a nós e assine a seguinte petição.
NÓS, OS ASSINANTES DESTA PETIÇÃO, UNIMO-NOS ÀS ASSOCIAÇÕES AQUI MENCIONADAS PARA EXIGIR AO GOVERNO COLOMBIANO A LIBERDADE IMEDIATA DE TODOS OS PRESOS POLÍTICOS NA COLÔMBIA!
|